Sim, também me observo em surtos de desesperança. Momentos em que é difícil relaxar e esperar o próximo passo.
Sim, também me surpreendo em momentos de insatisfação. Querendo transgredir ao invés de fluir.
Sim, também passo por inquietudes inexplicáveis. Querendo violar ao invés de silenciar.
É assim, nessas observações sobre minha humanidade que traço meu destino.
Busco inspiração. Respiro profundamente. Páro todo o movimento físico, respiro e começo a observar o vai e vem de emoções, palavras, sentimentos. Relaxo e deixo tudo passar.
Observo, mas não me identifico com nada, não julgo nada. Fico bem na minha própria companhia. Respiro, relaxo e observo. Identifico as dificuldades, olho para cada uma delas com carinho. Afinal, são as minhas dificuldades. Relaxo mais um pouco. Tem um pedacinho de mim esperneando muito. Observo, acolho ao invés de negar. Relaxo mais um pouco…e assim por diante…até esvaziar. Nada a fazer, nada a pensar, nenhum lugar para onde ir. Torno-me assim uma testemunha de mim mesma.
Paz.
Lilian
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